quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
A foto, o carro e o meu chefe!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Entrando beeeem o ano!!!

Como faz tempo que não postamos aqui, vou contar o que aconteceu comigo no primeiro dia deste ano...
Eu e a Tha, cansadas do clima natalino e de família-namorado-etc e tal de fim de ano, decidimos passar a virada em alto-astral pra começarmos 2009 com o pé-direito!
Lá fomos nós lindas e loiras para o litoral norte de SP. Alugamos uma pousadinha por uma semana, pegamos as malas e fomos curtir sol, mar, praia, pessoas bonitas, etc e tal.
Queríamos passar o réveillon na melhor balada local, afinal, que graça tinha passar em outro lugar? Mas sabíamos que o preço era meio salgado... exatossss 150 reais por pessoa...e não aceitava cartão...tinha que ser em din din vivo!!
Bom, sabendo disso, nos arrumamos mais cedo, enfrentamos a fila quilométrica do caixa eletrônico e sacamos o din din para pagar nossa entrada, mas chegando na porta da balada duas horas antes, os ingressos tinham acabado! Nossa, que desespero... lá estávamos nós duas produzidérrimas, plantadas no estacionamento da baladinha, esperando algum benfeitor nos vender os ingressos....
Não bastasse a balada ser open bar, tínhamos levado uma térmica com mto gelo, energético e vodka...saaaais. Mas nem tínhamos dado nenhum gole da bebidinha quando decidimos dar uma volta pelos arredores da baladinha e entrar no estacionamento de novo. Aí avistamos os cambistas.
- Moço, tem ingresso feminino?
-Tem não
- AAAAAAAAAhhh
Mais pra frente:
- Moço, tem ingresso feminino?
- Não...só masculino
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaah
- Moço, tem convite femininoooo pelamordedeusssss???
- Não só o Zé ali tem
Lá fomos nós falar com o Zé!!
- Zééééé, tem convite feminino?
Zé esperto olhando as mocinhas arrumadinhas dentro do carro: Quantos?
-Opaa...2!!!
- 300 reais!!!
A anta aqui tira o dinheiro que estava dobrado no bolso e entrega pro Zé-esperto-do-k.... Ele anda menos que um metro, conversa com um carinha atrás de um isopor e volta:
- Infelizmente acabou, mas quando abrir a gente vai ter
E me devolve o dinheiro dobrado do jeitimmm que eu dei a ele.
Entramos no estacionamento...Lá dentro rumores de que ia vender na porta, que a organização da festa tinha mudado de ideia...belezaaaa!
Começamos a nos animar, ligamos o som, e música pra cá, gole na bebida da pra lá, a Tha decide comprar chiclete...Eis que chamamos o “tiozinho do chicrete”. A Tha compra o que quer, dá uma nota de 50 reais pro cara trocar...ele olha olha e fala:
- Essa nota é falsa!
- Falsaaaaaaaaaaaaaaaa? Como assim???????????? Saquei no caixa eletrônico agora?
Lá vamos nós...na nossa contagem, tínhamos 6 notas que tínhamos tirado no caixa eletrônico de 50 reais (pra pagar a nossa entrada) mais 100 reais em duas notas de 50, que estavam com a Tha!!!!
Aí decidimos olhar a bendita da nota...e tira uma, olha a outra e o tiozinho?
-Essa Tb é falsa
- Essa Tb...
- Saaaaaaaaaaais mineraaaaaaaaais, como assim???
As loiras param pra pensar e chegam à conclusão de que o tizionho-zé-cambista-do-kct tinha dado um ‘golpe’...Mas a Tha se atrapalha com o tio do chicrete...pega o troco...e lá vamos nós pro carro:
- Qual é falsa? Qual é verdadeira? Qual é falsa? Qual é verdadeira?
A verdade é que num dava muito pra saber, exceto por uma nota que era muuuuito falseta, parecia recortada com tesourinhaaa!!!
- Perae...quantas notas a gente tinha mesmo?????
E eis que descobrimos que o “tiozinho do chicrete” tinha nos engrupido e levado, além do que deveria, uma nota de 50 da verdadeira!!! Saissssssssssssssss!
Saímos do carro querendo matar os dois...mas mesmo saindo do estacionamento...andamos, andamos, andamos e naaaaaaaada de achar os dois espertinhos!! Olha que a gente tentou!!
Faltava uns 15 minutos pra meia-noite e o desespero passou a tomar conta de nós duas!! O que faremos????????????????????
Saaaaaaaaaais
Bom...de comum acordo pensamos que seria sacanagem passar a grana falsa em alguma barraca da praia...Eu não teria coragem neeeem morta...mas a nossa única chance de não passar o réveillon lambendo o chão da amargura era tentar passar o dinheiro na entrada da balada... porque eles iam ganhar tanto mesmo... que pelo menos a nossa consciência estaria mais tranqüila (aqui era o desespero falando, nada das aulas de ética da facul pelamooooor).
Bom, pegamos a fila feminina e eu dobrei o dinheiro como estava no meu bolso antes do tiozinho nos enrolar... E a Tha rezando e eu tb...já pensou se eu sou pega fazendo isso? Nossa eu ia me matar de vergonha (minha mãe q não me ouçaaaa)
Qdo chegou a nossa vez, a Tha pegou o dinheiro da minha mão. Perguntei pro gerente da casa:
- Tem convite feminino? (e abri o sorrisoooooo)
E ele : Quantos?
E a Tha: Dois!!!
E o gerente neeeem olhou o dinheiro...ficou filmando a gente de cima em baixooo...peguei o convite tremeeendoooo... andamos beeem devagar até entrar , passar por todos os seguranças e:
- Feliz ano novoooo!! Uhuuuuuuuuuuu
Era o mundo da balada, champagne, Carlo Dal’anese, open barr...primeiro dia de 2009!! Yessss
Mas a zicaaaa...afff... na hora de ir embora o saldo ainda foi: 50 reais de preju (do tiozinho do chicrete) + um step furado (simmmm reviraram o carro da minha amiga no estacionamento) maissss o meu óculos recém-comprado de 200 reaisss que eu perdi na confusão...buááá
Saaaaais mineraaaaaaaaaais!!!
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Em terra de cego, quem tem um olho tem terçol!! kkkkkk
(história inspirada numa baixotinha...ahahha)
sexta-feira, 13 de junho de 2008
A Janaína errada
Colecionadora de micos que sou, lembrei de mais um ‘causo’ da época em que eu apresentava um programa em uma rádio-shopping de Osasco. Simm...a rádio ficava dentro de um shopping, conhecido por ter explodido há uns anos na véspera do dia dos namorados (mas isso é outra história - a qual, infelizmente, também presenciei).Neste dia, a atração era o Kaleidoscópio, uma dupla que ficou famosa com o hit “Tem que valer, valer viver...tudo começou/ janeiro,verão sol praia...”. Era composta pela cantora – Janaína Lima – e pelo DJ Ramilson Maia. Eles tinham marcado o pocket show há quase um mês e divulgado no site da banda.
Às 4 da tarde em ponto estávamos lá à espera da nossa atração. Alguns curiosos já tinham se aglomerado ao redor da rádio quando viram a garota de cabelos roxos chegando...era a Janaína...super simpática e espoleta (num parava quieta).
Começamos a entrevista perguntando sobre a idéia de montar a dupla, as influências dos dois (e descubro que a Janaina era acrobata e que tinha participado do Popstars – programa que revelou a banda Rouge).
Entre bate-papo e músicas, os dois davam autógrafos para os fãs que paravam do lado de fora da rádio. Foi quando, no encerramento de um dos blocos, anunciei que a primeira pessoa que fosse na rádio e dissesse o nome da música que estava tocando ganharia um cd do Kaleidoscópio autografado.
Estávamos animados nas conversas de bastidores quando percebi que uma menina se dirigia à porta da rádio. Ela bateu na porta e disse assim:
- Oi, posso mandar um recado para a Janaína?
E eu, toda sorridente respondi:
- Janaína, essa aqui???? – e apontei a cantora do Kaleidoscópio.
E a Janaína, por sua vez, deu um pulo na frente da menina:
- Oiiiiiiiiiiiiiiii!!!!! Tudo bem????
E a menina:
-Tudo, e vc? – e deu uma olhada na cantora de cima a baixo. – Mas num é essa Janaína não, é a Janaína minha prima de 5 anos que tá perdida pelo shopping. Você pode pedir pra ela vir me encontrar aqui???
Saaaaaaaaaaais Minerais!!!!
Com a cara no chão e uma crise de riso incontrolável, eu mal conseguia responder sim ou não para a menina... Anunciar o recado para a outra Janaína então, nem pensar...E a Jana do Kaleidoscópio também não sabia onde enfiar a cara, saiu de fininho. Depois caímos todos na gargalhada, mas fala sério...Saaaais minerais!!!!
terça-feira, 3 de junho de 2008
O Silvio Santos do Paraguai...

-Flor, já aviso que temos que entrar cedooo!
Mas quem disse que consegui chegar na casa dela antes das 23h00?
Fomos pra porta da balada e a hostess não queria liberar a gente de jeito nenhum...Um baita frio, a gente pagando aquele mico na porta e nada...aí, como se não bastasse o frio, começa uma garoa fria e chata...adeus escova e chapinha...tanta produção para tomar chuva!
Eis que me aparece o Lucas, um ficantinho da De...Ele chega todo galante, fica elogiando minha amiga (que é linda mesmo...rs). Mas na primeira oportunidade entra na baladinha e deixa a gente lá fora naquela chuva!! Nada educado, né!!! Já tinha desistido de entrar, quando uma boa alma resolveu nos dar um help...era a Grazi, amiga da Deise...deu uma xavecada na hostess que era amiga dela e liberaram a nossa entrada... oba!
Pausa para acertar a maquiagem no banheiro depois de tanta garoa...e lá fomos nós para o camarote. Ambiente bacana, decoração asiática, gente bonita! E a De me chama para darmos uma volta na pista...eis que avistamos o Lucas na pista beijando outra meliante...
- Não acredito que além de mal-educado é galinha!!! – disse pra De...
Não tive dúvidas...peguei minha amiga pela mão e parei em frente ao meliante:
-Com licença! – disse sorridente...
Lucas olhou pra mim com os olhos arregalados e sem fala... passamos luxas entre ele e a menina...
Ainda bem que a De descolou outro gatinho pra aproveitar a noite...enquanto eu fiquei no meu cantinho (mas isso é outra história).
A cena cômica da noite foi na fila do caixa... na nossa frente estavam um casal...o cara estava imitando o Silvio Santos...
- Vem pra cá...hihi
E a menina vira pra mim e diz:
- O que fazer quando seu namorado está bêbado?
- Relaxa amiga...ainda bem que é fim de noite... – disse dando risada...
Paguei a minha comanda e sai antes da De, porque a segurança num deixava esperar lá dentro... Eis que, do lado de fora, perto da fila do estacionamento, o Silvio Santos do Paraguai continua...
- Você tem boa memória? – perguntou pra mim...
- Tenho, mas é seletiva! – respondi
- Beleza, então meu telefone é 85.....
Não acreditei na cara de pau da pessoa!
-Você ta brincando né???
-Não tô não...85xx-xxxx – insistiu ele – e só pra te dizer, não tenho namorada!
Nisso, os amigos começaram a tirar ele de perto de mim...
- Me deixa falar com ela...85xx-xxxx – berrava ele. E a esta altura, a fila toda do estacionamento já estava olhando pra mim...e a minha amiga que não saía...saaais!!!!
- 85xx-xxxxx... você anotou? – berrava o fulano...
Eu com cara de paisagem olhando pro céu e roxa de vergonha. Nisso, chega a namorada do Silvio Santos...rs... pega ele, coloca dentro do carro e quando está indo para o lado do motorista ele abaixa o vidro e continua: 85xx-xxxx!
Saaaaaaais!!!
Graças a Deus a minha amiga saiu da bendita balada...o carinha que ela estava ficando, então resolveu nos levar até o carro, que estava estacionado lá fora. Mas, quando eu desço do carro dele para ir em direção ao meu, passa um carro preto e alguém gritando: 85xx-xxxx! Será possível?? Saaais minerais!!!!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Titanic da terceira idade

Titanic da terceira idade – parte 2

A sete chaves

Um certo dia, tive uns problemas de fechamento de matérias e edições da revista da empresa e estava super entretida. Nem percebi que todo mundo já tinha ido embora... Eram quase nove horas da noite quando, depois de acabar a minha tarefa, decidi ir embora. Lembrei-me das palavras do meu diretor de Eventos:
-Frô, por favor, feche a porta e verifique se todas as luzes estão apagadas!
E lá fui eu... olhei por debaixo da porta e não vi nenhuma luz acesa. Calmamente desliguei o meu computador (que por acaso era o servidor da internet), fechei a porta principal, a de vidro e coloquei o cadeado por fora. Desci pelo elevador social e tomei meu rumo para casa.
No dia seguinte, quando cheguei à empresa, todo mundo estava me olhando com cara de poucos amigos. O diretor de Eventos me chama em sua sala...
-Oi Frô, tudo bem?
-Tudo!
-Fez direitinho como eu mandei ontem?
-Fiz sim, senhor Luiz. Não deixei nenhuma luz acesa e tranquei todas as portas....
Ele engasga, como se estivesse segurando o riso. Percebendo, continuo:
-Por quê? Aconteceu alguma coisa?
Senti que ele queria me dar uma bronca ou falar alguma coisa e não sabia como...
-Sim, sim...você realmente fechou muito bem a empresa. Mas assim, foi tão TÃO BEM, que inclusive TRANCOU O PRESIDENTE aqui dentro!
Ouço alguém derrubar alguma coisa do lado de fora da sala...Eu tinha certeza de que estavam ouvindo atrás da porta! Tento com todas as forças segurar o riso que começa a tomar conta de mim de uma forma incontrolável...
-Sérioooo? Eu tranquei o presidenteeeee? Mas ninguém me avisou que ele estava aquiii!!! Ai meu Deussss!
Meu diretor não consegue se conter e começa a rir, mas abaixa a cabeça para que eu não perceba...
-Veja bem, menina, isso não pode acontecer!
Mas eu já não ouvia mais nada!
-Que vergonha!!!!
Imaginem só o presidente da empresa vê que sua internet não está mais funcionando. Então ele sai de sua sala e percebe que o escritório inteiro está às escuras. Caminha um pouco e percebe que foi trancado! “Ainda bem que tenho a chave” – pensa ele... Sim...ele tem a chave da porta principal, da de vidro e a do cadeado...maaaaaas um detalhe escapa: o cadeado está do lado de fora da porta e não há nenhuma abertura para ele conseguir destrancar estando dentro da empresa!
Então ele precisa ligar para alguém vir socorrê-lo...tenta uma, duas, três vezes. Chama pelo gerente administrativo, liga para a esposa...céuss!!!!
Sou interrompida nessa minha viagem pelo barulho da porta abrido:
-Com licença, senhor Luiz, mas o senhor Rodolfo já está indo embora...
Eu levanto apressada...
-Senhor Rodolfo! Perdão...fui eu quem trancou o senhor ontem!!
-Ah, então foi você! Você que é a carcereira!
Ufa... pelo bom humor dele, meu emprego não estava em risco. Saaais Mineraaaais!
Mistério na garagem

Ontem, fiquei sabendo de uma história incrível, que tinha, obrigatoriamente, de fazer parte deste blog. Acontece que meu primo Pedro, que, inclusive, já teve um rápido namorico com a Frô, revelou-me um segredo sensacional.
Há alguns anos, quando lançaram o carro Brava, da Fiat, meu tio, engenheiro de sucesso, recebeu um exemplar zero quilômetro da empresa em que trabalhava, na época, para seu uso diário. Após duas semanas com o carro, num sábado, meu tio e sua esposa foram a uma ótica e, na saída, observaram que o veículo estava batido na frente e na lateral esquerda. Não haviam notado o fato antes de saírem de casa, mas até consideraram a possibilidade do Pedro, na época com uns 18 anos, ter aprontado alguma:
- Não, mamãe, juro por Deus, não tenho nada a ver com isso – afirmou o moleque.
O mistério ficou no ar. Acionaram o seguro e mandaram o Brava para a perícia. Um exame minucioso revelou que o estrago fora provocado por dois choques diferentes.
- Acho que deve ter sido alguém com algum carrinho de papelão ou coisa parecida – tentou explicar minha tia.
- Poxa, mas então o carrinho devia estar muuuito cheio – completou meu tio.
Como foram duas batidas, o seguro cobrou duas franquias. E ninguém entendeu o que tinha acontecido.
Passados alguns anos, o Pedro, que ama carros e é vidrado em tunnig, bateu seu Mitsubish Rounsbrouns Supersônico (não entendo nada de carro), sem seguro numa mulher doida e criou o maior caso. Como o assunto “carro” voltou à agenda familiar, ele revelou o segredo, já antigo:
- Mamãe, lembra aquela vez do Brava amassado? Então, eu levantei de madrugada, chamei todos os meus amigos do prédio e a gente foi dar uma volta. Bati em dois carros diferentes. Voltei pra casa, coloquei o carro na vaga e fiquei de boca fechada até hoje.
Minha tia chorou, reclamou da surpresa e do comportamento do menino, agora já perto dos 30 anos. Mas eu achei meu primo um verdadeiro mestre do mistério. Agora só adianta gargalhar!! Saaaais mineraissss!!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
As trapalhadas das quase professoras
Mas o trabalho era mais difícil do que parecia... segundo uma pesquisa apresentada pelo professor, a maioria das crianças das escolas públicas eram analfabetas funcionais, ou seja, sabiam ler, mas não interpretavam o que liam.
Bom, escolhemos um colégio chamado Rodrigues Alves – escola municipal tradicional de São Paulo. Não me lembro quem foi que indicou. Só sei que falamos com a diretora por telefone e ela gostou da idéia. Pediu para irmos até lá para acertarmos como seria desenvolvido o programa. Enfim...
A Mel, toda animada, chegou para o grupo e disse:
- Eu sei onde fica esse colégio!
Detalhe: eu era de Osasco e, no segundo ano da facul, mal conhecia São Paulo. A Mel era de Santo André e um dos integrantes – o Fabinho – era de Campinas... Até tínhamos outros dois participantes paulistanos, mas eles nem se preocuparam em averiguar se a informação da Mel estava correta...
E lá fomos nós...saímos da aula, pegamos o metrô e fomos até o colégio que a Mel tinha dito... Descemos na estação Paraíso e andamos pela Domingos de Moraes até o tal colégio...Era uma casa antiga, azul, com uma faixa enorme na porta sobre inscrições para o supletivo.
A Mel toma a nossa frente e vai direto para a diretoria:
- Por favor a Sra Sônia
- Não tem ninguém com esse nome.
- A Sônia, diretora... Falei com ela por telefone. Somos da Cásper Líbero é sobre o projeto de desenvolver o jornal com os alunos
- Minha querida não tem nenhuma Sônia
- Como não, aqui não é o Rodrigues Alves?
- É sim
- Não é uma escola pública?
Silêncio...
- Acho que vocês erraram de colégio. O Rodrigues Alves a que vocês se referem fica na Avenida Paulista!
Pausa para uma crise de riso minha e do restante do grupo... Estávamos no colégio errado... Tadinha da Mel, ela passava em frente dessa escola todo dia de busão e quis ajudar a gente né... tudo bem que ela também passava em frente ao outro colégio (na Paulista) mas era um mero detalhe...
Bom, pegamos um táxi até o colégio certo (não quisemos arriscar de novo o metrô) e conseguimos enfim falar com a diretora.
Começamos o trabalho algumas semanas depois... Lembro exatamente como se fosse hoje do nosso primeiro dia de “aula”... Estávamos espremidos em uma sala de aula com mais de 80 alunos da 7ª série... imagina só aquele monte de adolescentes no auge da produção de hormônios e a gente tentando controlar essas crianças...
Aos poucos o número de alunos foi caindo. Mas o trabalho foi até gratificante... A matéria de capa do jornal foi de uma aluna que bolou toda uma estratégia para provar que a banca de jornal da frente da escola vendia cigarro para as crianças. Denúncia que rendeu até debates sobre o assunto na escola.
Mas não me esqueço da professora de Português deles – uma japonesa que brigava com a gente a cada aula... Ela ficava corrigindo a gente com regras gramaticais absurdassss!!! Cismava, por exemplo, que as crianças tinham que colocar vírgula toda vez que escreviam, por exemplo: maçã e banana... Saaais Mineraaaais!!!!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Confundida no Palácio do Planalto
Eram cerca de 350 pessoas que participariam da solenidade e eu era uma das poucas mulheres a acompanhar a delegação.
Chegando no Palácio do Planalto, passamos por todos aqueles detectores de metais e recebemos um adesivo para colar na lapela. Ao chegar no saguão onde aconteceria o evento, corri para encontrar meu chefe, que já estava suando frio.
- Menina, preciso de água!!!
Água? Eu num conhecia nada daquele lugar...onde eu ia achar água? Fiz uma busca pelos andares, mas não havia bebedouros visíveis. Perguntei pra uma senhora de uniforme ela me disse que tinha uma cozinha no terceiro andar...e lá fui eu.
- Boa noite, o presidente precisa de água (é claro que não falei qual presidente, né!)
- Pois não! Só um segundo...
Percebo um burburinho e me vem um cara com uma jarra de vidro imensa e um copo. Subo até onde está meu chefe... ele olha pra mim com os olhos arregalados:
- Onde você arrumou isso?
- Melhor o senhor beber... deixa pra lá
Volto pro meu lugar pra tentar tirar fotos da cerimônia e para ver se está tudo ok com a apresentação. Meu chefe me chama de novo...
- Arranja uma bala pra mim?
Balaaa? Pior ainda...onde eu ia achar uma balaaa??? Saaaais... saí perguntando pras pessoas quem tinha uma mísera bala...ninguém no saguão tinha. Fui até a sala de imprensa...
- Alguém tem uma bala?
Uma jornalista da Globo tira um halls do bolso... ufa, consegui! Vou até meu chefe e coloco a bala no bolso dele. Ele sorri pra mim aliviado...
Tento voltar a atenção para o que tinha que fazer, mas percebo que meu chefe está descabelado e todo suado. Ajeito um pouco a aparência dele e eis que anunciam o presidente Lula e sua comitiva. O presidente estava com dor de garganta e falaria pouco...
Engoli a seco o nervosismo (eu tava ficando mais nervosa que o meu chefe) e voltei ao meu posto – ao lado do cara que cuidava de passar os slides. Meu chefe começa a apresentação, até aí maravilha... de repente começa a subir o buffet e o cara que tinha dado a jarra de água pra mim vem em minha direção...Saais minerais!!!
- Moça, onde eu coloco os copos??
Ele tava perguntando pra mim!!! Eu lá sei!!! No mínimo tava me confundindo com alguém do cerimonial. Tentei disfarçar...
- Coloca ali daquele lado!
E meu chefe falando e olhando pra mim com os olhos arregalados sem entender nada.
Continuo na minha, e de repente vejo o Lula fazendo sinal e me chamando...
- Ai meu Deus!! O que será que ele quer?
Olhei pro lado, para trás...e num tinha ninguém...ele tava me chamando mesmo.
Com toda classe, lá vou eu... passo por trás de todos os ministros e abaixo pra ouvir o presidente falar no meu ouvido:
- Me arruma um copo de água sem gelo, por favor.
Meu chefe quase tem um treco no púlpito. Devia estar pensando o que a ‘louca’ da assessora de imprensa dele estava fazendo...
Eu, na maior cara de pau, fui lá, peguei o copo d’ água e entreguei pro presidente. Depois voltei ao meu posto com a maior naturalidade.
Dias depois, recebo o clipping do programa da NBC com o evento na íntegra. E, percebo que o tempo todo eu estava na frente da câmera (só pra ajudar)... No dvd tem eu desfilando com meu terninho creme na frente da câmera, falando pro cara do buffet onde colocar as coisas e tem a cara de assustado do meu chefe quando o presidente me chamou...kkkk...Ai ai ai, nada como ser confundida em pleno Palácio do Planalto! Saaais Mineraaais!!!!
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Patota da Balada – Parte II
Estávamos em quase 10 mulheres! E o nosso amigo quis nos levar para o camarote, mas não tinha pulseirinha para todo mundo. Então, ele pediu que entrássemos com ele... O problema era: se entrássemos uma vez, não daria mais para sair. Decidimos ir assim mesmo.
A pista da casa não era muito grande, mas o destaque era o camarote, dividido em duas partes: uma com sofás e mesas a outra só com bar e uns ‘pufes’ lá fora. Da pista dava para ver tudo, inclusive a escada central.
Sem termos a menor noção dessa divisão, sentamos em um sofá branco que tinha numa parte do camarote e ficamos tirando fotos... De repente vem a garçonete:
-Meninas, vocês podiam sair daqui? É que o pessoal desse camarote chegou!
Pausa...silêncio...cara de ‘socorro, me tirem daqui’... e lá fomos nós para a escada central. À frente dessa escada de uns 20 degraus, tinha um segurança e a pista.
Devido ao constrangimento de tal capítulo, as meninas queriam ir para a pista, mas eu tinha pedido uma Smirnoff Ice (que, a propósito, custou 20 reais!!!!! Que roubo! Rs) e não queria descer antes da garçonete me trazer a bebida.
Ficamos esperando na escada e a garçonete chegou. Abri a latinha e estava prestes a dar um gole na bebida quando, de repente, vejo um vulto em direção ao segurança que estava no final da escada e um pé surge ‘do chão’ e chuta a minha latinha para cima... Hellooooo...eu não podia estar delirando... Tentei olhar ao redor para entender o que estava acontecendo e então vejo a Karla, em câmera lenta, descendo cada um dos 20 degraus de cabeça para baixo. Ela tinha pisado em falso no degrau de madeira e despencava com aquela cabeleira toda escada abaixo. O segurança, de costas para nós, percebe uma movimentação na escada. Quando vira, se depara com a Karlinha rolando... ele então a pega quase pelos cabelos e a levanta... foi a salvação para ela não rolar até o meio da pista. Saaaaaaaaaais Mineraaaaaaaaaaaaaaais!!!!
No meio da confusão, olho ao redor e todos os olhares do lugar estavam em nossa direção... Tá bom, eu confesso que queria saber onde tinha ido parar a minha latinha que, a essa altura, já tinha ensopado a minha roupa e a da Mel. Um fotógrafo aparece no meio da cena, mas não deu para entender se ele estava fotografando o tombo da minha amiga ou a nossa cara de pânico!
Tentamos descer a escada à francesa, mas foi praticamente impossível, sais! Levamos a Karlinha pra enfermaria do lugar (simmm, havia uma!), mas não adiantou muito. Parecia que não podíamos nos esconder nas dependências da casa, que era enorme... Todo mundo olhava em nossa direção.
Não preciso dizer que a super balada acabou para a gente. Mas resistíamos a ir embora, até um cara começar a xavecar a Mel e a Karla implicar com ele. A Karlinha, que num tem tamanho, mas é folgada que só, quase saiu no tapa com ele.
Achamos melhor sair de lá antes de causarmos mais estragos. No dia seguinte, a Karlinha foi ao médico...e passou uma semana com uma tipóia no braço...
E aí, topa ir numa baladinha com a gente??? ;) Saaais Mineraaaaaaaaaaaais!!!!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Carnaval do Bafoun!!!!
Eis que, em plena quinta-feira antes do Carnaval, recebo um e-mail de uma assessora amiga minha me convidando para uma festa que ia acontecer em uma grande casa de shows aqui em São Paulo. Pedi pra ela me mandar a programação e vi que teria um show de uma cantora internacional que tinha feito uma participação no musical Moulin Rouge.
- Nossa, vamos, ela é muito boa! Trabalhei com ela nos Estados Unidos. O show dela é muito bom! Vai ser muito legal. Preciso falar com ela para retomar contato – disse meu amigo coreógrafo.
Como não tinha muita opção para o que fazer no feriado, chamei minhas amigas e lá fomos nós para o show. Ao chegar na porta da casa de espetáculos, pensei:
- Meu Deus...Quanto transformista...será que é assim mesmo? Não que eu tenha nada contra...mas tá meio estranho...
Encontrei minha amiga assessora na porta da casa. Toda sorridente, me entregou os convites e disse:
-Aproveita menina... eles dão um show! Vai ter uma super atração no final que eu não posso contar, mas vai ser super animado!
Lá fomos eu e as meninas e o meu amigo coreógrafo que, a esta altura já tinha arrumado um amigo super gatinho, mas meio esquisitinho, com mania de ficar olhando para o lado a toda hora como se quisesse se livrar de mim e das minhas amigas... Ao chegar no hall de entrada, Isabelita dos Patins entregava panfletos e outras três transformistas super-famosas davam as boas-vindas. Minhas amigas já estavam com uma cara de desespero, deviam estar se perguntando “Onde foi que me enfiei?”. Mas eu ainda tinha a desculpa da entrevista com a tal cantora, então estávamos todos com crachá de imprensa (graças a Deus). Aliás, as meninas faziam questão de quase colocá-lo na testa para mostrar pra todo mundo que estavam trabalhando...
Ao adentrarmos o ambiente principal a cena era a parecida com a do clube das mulheres (não que eu conheça algum, mas...) vários homens mascarados e de sunga dançavam em cima de uma plataforma, enquanto homens e mulheres fantasiados se matavam para passar a mão nos dançarinos. No palco, um DJ com uma peruca gigantesca abria um leque enorme e ficava se abanando...
Então a suspeita se confirmou:
-Meu Deus, é uma festa GLS!
Não sou contra esse tipo de festa, aliás, nunca tinha estado em uma...Minhas amigas, pelo jeito, também não... Cada homem lindo de morrer, com aqueles olhos azuis do Bruno Gagliasso, o sorriso do Reynaldo Gianechini, o charme do Fábio Assunção beijando escandalosamente outro que fazia o tipo Richard Gere...(não estou exagerando...pra três mulheres solteiras era deprimente tanto desperdício). Para piorar, começamos a ser paqueradas por umas garotas que estavam na festa...aí bateu o desespero...
Meu amigo coreógrafo, acostumado com esse tipo de festa (que deve ser comum no mundo fashion que ele freqüenta) estava se sentindo em casa. Chamei-o de canto e disse para irmos para o camarim porque o show da tal cantora internacional deveria começar em instantes.
Pois bem...passamos pela segurança e um produtor super gracinha ficou empolgadíssimo quando eu disse que precisava falar com a cantora porque eu era de uma rádio e estava com um coreógrafo que havia trabalhado com ela... Em instantes a porta do camarim se abriu...e surge a cantora, toda sorridente, com uma roupa que deixava praticamente tudo à mostra, em nossa direção. O camarim estava lotado de amigos da artista, comes e bebes e bailarinos por todos os lados. Pedi para o meu amigo, que já conhecia a moça, entrar na frente e, quando ele já estava praticamente encostado nela, soltou um “ohhh ouuuu”. Eu fiquei pensando o que ele queria dizer com aquilo, quando ele, com um sorriso amarelo, me solta em inglês:
-Olá, lembra de mim? Trabalhei com você em Los Angeles!
E a cantora:
-Eu NUNCA estive em Los Angeles!
Saaaaissss!!! De repente o camarim inteiro estava no mais perfeito silêncio... E meu amigo, tentando ser ‘o simpático’, continua:
-Nossa, então me enganei, mas muito prazer! Já trabalhei com Madonna, Cristina Aguilera, Shakira, vim especialmente para ver o seu show...
A cantora, com um sorriso amarelo, murmura alguma coisa e eles começam a conversar... e eu comecei a sair de fininho, meio desesperada... A esta altura, um cara de mais ou menos 1,80m de altura, fortão, chega ao meu lado, com um sotaque arrastado e começa a puxar papo comigo em inglês...eu e o meu sofrido inglês... lá ia eu pagar mais mico ainda...A sorte é que uma das pessoas que estavam no camarim reconheceu meu amigo e nos levou para um canto do aposento para conversarmos...Não preciso nem dizer que saímos do recinto completamente sem palavras... q vergonhaaaaaaaa...olha o mico, ou melhor king-kong... alguém confundiu as duas cantoras de mesmo nome, ou sei lá o que aconteceu...mas eu tinha certeza de que estava no release que ela era a cantora do Moulin Rouge...Saisss Mineraaaaais!!!!
Voltamos para perto das minhas amigas com uma crise de riso incontrolável... eu morta de vergonha... e as meninas muito pouco à vontade perto de uma das plataformas já queriam desesperadamente ir embora. O amigo esquisito do coreógrafo tinha ido dar uma volta... e eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro. Aí fui perguntar ao segurança:
-Por favor, onde fica o banheiro feminino?
E ele:
-Moça, tanto faz...
-Como assim, tanto faz??
-Tanto faz, é tudo junto!
Saiiis Mineraaais!! Eu nunca tinha ido a um banheiro unissex numa festa GLS... Perdi a coragem... voltei para perto das meninas e de repente percebemos que algumas garotas estavam nos olhando um pouco ‘diferentes’...Só faltava essa para completar a noite... Mas a minha vontade de ir ao banheiro foi aumentando e aumentando até que eu falei pra uma das minhas amigas me acompanhar ao toalete peloamordedeus!!!!
Lá fomos nós...ao adentrarmos o recinto, surpresaaaaa... Um monte de casais se agarrando perto do espelho. Ao lado, duas transformistas retocavam a maquiagem... fomos então em direção aos sanitários, massss...não havia porta!!!! As pessoas fazendo as suas ‘necessidades’ (argh) sem porta! Saiiiis Mineraaaais! Eu é que num ia fazer xixi de porta aberta com aquele monte de gente me olhando...neeeem ferrando. Depois de muito argumentar, minha amiga aceitou ficar na porta do banheiro de costas para mim, fazendo uma espécie de “porta viva”... Não preciso nem dizer que saímos correndo do banheiro.
Mas a noite ainda não havia acabado. Quando nos juntamos de novo aos nossos amigos a ‘surpresa’ tão anunciada pela assessora de imprensa entrou no palco... Adivinhem: era DEISE TIGRONA!!!! E o pior é que minhas amigas se animaram para dançar funk, aliás, já estavam se sentindo quase num legítimo baile funk. Então decidi ficar um pouco mais né...pelo menos para agradar as duas...
E começa a batida do DJ, a multidão se empolga e começa a gritar...todo mundo vai para a frente do palco... e a Tigrona começa a cantar: “Ta ardendo, mas ta entrando, ta ardendo mas ta entrando”... e vem a segunda música: “É minha, é minha a porra da b* é minha”. Meu amigo coreógrafo vira com uma cara de abismado:
-Ela ta falando isso mesmo que eu to ouvindo????
Saaaais Mineraaaais! Pior sempre pode ficar né! Então decidimos ir embora de comum acordo... carnaval mais furado que esse num podia existir... Eu e as meninas fomos embora...meu amigo ainda quis ficar (acreditem se quiser). Pra completar quase tomo um tombo na escada...e na saída as transformistas “Ah, mas vcs já vão??” Saaaaais Mineraaaaaisssss!!!!!